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Sábado, 02 de Maio 2026
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Acusados da chacina do Vale do Jari podem pegar até 240 anos

Por enquanto o caso segue sob investigação, com expectativa de novas diligências, e não há previsão da conclusão do inquérito policial.

Acusados da chacina do Vale do Jari podem pegar até 240 anos
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A eventual condenação dos nove acusados pela chacina que vitimou oito garimpeiros no Vale do Jari, na divisa entre Amapá e Pará, poderia resultar em penas históricas.

Embora o processo ainda esteja em fase de investigação e os réus sequer tenham sido denunciados pelo Ministério Público, cálculos jurídicos hipotéticos apontam que cada um dos acusados pode receber até 240 anos de prisão, caso a Justiça reconheça todas as qualificadoras e crimes conexos.

As vítimas foram executadas sem nenhuma chance de defesa e jogas no rio para apagar vestígios

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De acordo com o Código Penal, cada homicídio qualificado, cometido por motivo torpe, com extrema crueldade e sem chance de defesa das vítimas, prevê pena de 12 a 30 anos de reclusão. Como foram oito vítimas, a pena poderia variar entre 96 e 240 anos apenas pelos homicídios.

Além disso, somam-se os crimes de:

Ocultação de cadáver– 1 a 3 anos de prisão por vítima;

Fraude processual– 2 a 4 anos de prisão.

Mesmo que a legislação brasileira limite o tempo máximo de cumprimento de pena a 40 anos, a fixação de penas acima de 100 anos tem forte caráter simbólico e sinaliza a gravidade do crime.

Possível cálculo de pena por réu (hipotético)

Na prática, o máximo de cumprimento seria de 40 anos, mas a sentença formal refletiria o peso das atrocidades cometidas.

Por enquanto o caso segue sob investigação conjunta das polícias do Amapá e do Pará, com expectativa de novas diligências, e não há previsão da conclusão do inquérito policial.

Linha do tempo da chacina no Vale do Jari

  • 31 de julho (quarta-feira)– Quatro homens partem de Macapá e Calçoene para negociar garimpo em Laranjal do Jari.
  • 1º de agosto (quinta-feira)– Grupo segue ao garimpo do Ipitinga, acompanhado por dois conhecidos.
  • 2 de agosto (sexta-feira)– Permanecem na Serra do Catitu até domingo.
  • 4 de agosto (segunda-feira)– Durante viagem de retorno, contato com familiares é perdido após 14h20.
  • 6 de agosto (quarta-feira)– Familiares registram desaparecimento; caminhonetes do grupo são encontradas incendiadas no porto do Itapeuara.
  • 7 de agosto (quinta-feira)– Seis corpos são encontrados em área de mata; polícia intensifica buscas. Nome de “Marujo” começa a circular em redes sociais.
  • 8 de agosto (sexta-feira)– Mais dois corpos são localizados; um sobrevivente é resgatado pelo Grupo Tático Aéreo (GTA).
  • 9 de agosto (sábado)– “Marujo” divulga nota pública negando envolvimento e diz estar à disposição da Justiça.
  • 12 de agosto (terça-feira)– Polícia Civil do Amapá detalha investigação e anuncia prisão de sete suspeitos.
  • 16 de agosto (sábado)– “Marujo” é preso em Brasília; polícia confirma que todos os acusados estão sob custódia.
  • 17 de agosto (domingo) – Em audiência de custódia a Justiça decide manter a prisão preventiva de Marujo. 

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