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Sexta-feira, 01 de Maio 2026
Notícias/Direitos Humanos

Adultos com suspeita de autismo podem acionar Defensoria para destravar diagnóstico

Instituição orienta buscar apoio após demora acima de 100 dias, negativa ou falha no SUS para consultas, exames e avaliação especializada.

Adultos com suspeita de autismo podem acionar Defensoria para destravar diagnóstico
Defensoria orienta adultos com suspeita de autismo a buscar diagnóstico após demora no SUS. Foto: Ascom/Defenap
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Muitos adultos convivem por anos com sinais do Transtorno do Espectro Autista (TEA) sem diagnóstico. Quando há demora, negativa ou dificuldade para atendimento na rede pública, a Defensoria Pública do Amapá orienta que essas pessoas podem recorrer à instituição para garantir o acesso à avaliação e acompanhamento.

A atuação ocorre quando o cidadão já tentou atendimento administrativo e enfrenta falhas na prestação do serviço, como ausência de consulta, demora excessiva ou negativa de exames pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Quando a Defensoria pode atuar

Entre as situações que podem ser levadas à instituição estão:

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Leia Também:

  • Demora excessiva para consulta com especialistas, como psiquiatras e neurologistas
  • Negativa de atendimento ou de exames necessários
  • Dificuldade para avaliações multiprofissionais
  • Prazo de agendamento superior a 100 dias

Segundo a Defensoria, o período acima de 100 dias é considerado excessivo pelo Conselho Nacional de Justiça e pode caracterizar violação do direito à saúde.

Adultos ainda ficam “invisíveis” no sistema

A coordenadora do Núcleo Cível de Macapá, Elena Rocha, explica que o diagnóstico do TEA ainda é mais comum na infância, o que faz muitos adultos permanecerem sem avaliação adequada.

“A ausência de diagnóstico pode impactar diretamente a qualidade de vida, as relações sociais e até a vida profissional. Adultos com suspeita de autismo não precisam enfrentar sozinhos situações de violação de direitos”, afirmou.

O que é preciso para buscar atendimento

Para procurar a Defensoria, é necessário apresentar:

  • Documento de identificação
  • Comprovante de residência
  • Cartão do SUS
  • Comprovação da tentativa de atendimento na rede pública
  • Encaminhamentos, protocolos ou comprovantes de agendamento

A documentação é essencial para demonstrar a demora ou a negativa e permitir a atuação judicial ou extrajudicial.

Como procurar a Defensoria

O atendimento pode ser feito:

  • Presencialmente, das 7h30 às 12h30, nas sedes da DPE-AP
  • Online, pelo WhatsApp: (96) 98133-0422

A Defensoria reforça que o diagnóstico tardio não impede o acesso ao tratamento e que o direito à saúde vale em qualquer fase da vida.

De Bubuia

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