A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (2) a Operação Ruptura, que desarticulou um grupo criminoso de grande porte com ramificações nos estados do Amapá, Rio de Janeiro, Pará e Maranhão. A ação resultou no cumprimento de 15 mandados de prisão preventiva e 20 de busca e apreensão, visando combater o tráfico de drogas, o comércio ilegal de armas de fogo e a lavagem de dinheiro.
Abrangência e liderança no amapá
Os mandados foram cumpridos em diversas localidades, incluindo as cidades amapaenses de Macapá, Santana, Amapá e Porto Grande, além de Breves e Santarém (Pará) e São Luís (Maranhão).
Segundo informações da PF, a cúpula da organização criminosa operava diretamente do Amapá. Era desse ponto que partiam as ordens para a comercialização de entorpecentes e armas, o planejamento de homicídios, o recolhimento de valores para financiar as atividades ilícitas, o "batismo" de novos membros e o enfrentamento a outras facções rivais.

Conexão com o Rio de Janeiro
As investigações também revelaram que um braço de uma facção oriunda do Rio de Janeiro articulava a comercialização de drogas e a prática de crimes de roubo no território amapaense, evidenciando a complexidade e a abrangência das ações criminosas.
Crimes imputados e forças envolvidas
Os indivíduos investigados responderão pelos crimes de integrar organização criminosa, tráfico de drogas, comércio ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro.
A Operação Ruptura contou com a participação de diversas forças de segurança, demonstrando a integração e a capacidade de atuação conjunta das instituições. Estiveram envolvidos na ação a Polícia Civil do Amapá, por meio da Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), a Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), a Delegacia de Polícia de Porto Grande, a Força Tática, a Companhia de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas (Rotam), o Canil do Batalhão de Operações Especiais (Bope), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a Delegacia de Polícia Civil de Breves e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) do Maranhão.
