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Sexta-feira, 01 de Maio 2026
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Oficial da Polícia Civil demitido por abuso sexual contra detenta em Macapá

Ex-servidor Patrick Ruffeil foi expulso da corporação após investigação rigorosa e segue respondendo por estupro de vulnerável.

Oficial da Polícia Civil demitido por abuso sexual contra detenta em Macapá
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O oficial da Polícia Civil do Amapá, Patrick Thiago Cardoso dos Santos Ruffeil, de 39 anos, foi demitido da corporação em 5 de junho deste ano, após um processo disciplinar e criminal por abuso sexual contra uma detenta. A denúncia partiu da própria vítima, que procurou a Delegacia de Crimes Contra a Mulher logo após ser libertada. O caso chocante levanta sérias questões sobre a conduta de agentes da lei.

O abuso e as provas cruciais na investigação

De acordo com a denúncia do Ministério Público (MP), o crime ocorreu em 24 de maio de 2023. A mulher, presa em flagrante por tráfico de drogas, estava sob custódia no Ciosp do Marabaixo e seria levada à Politec para exame de corpo de delito. Patrick Ruffeil era o responsável por sua condução. No trajeto de volta, segundo a denúncia do promotor Welder Feitosa, o policial desviou a rota e levou a detenta para sua residência, na zona norte de Macapá.

Ainda sob custódia e sentindo-se constrangida pela presença da arma do agente, a vítima relatou ter sido forçada a manter relações sexuais com ele. Em depoimento, ela detalhou ter pedido que ele parasse devido à dor, mas foi ignorada. Após o abuso, foi orientada a tomar banho para eliminar vestígios e, em seguida, levada de volta ao Ciosp. Somente após ganhar a liberdade, e encorajada pelo namorado, a mulher procurou a delegacia e denunciou o caso.

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Durante as investigações, a corregedoria da Polícia Civil e o Ministério Público reuniram elementos que corroboraram a versão da vítima. Ela forneceu detalhes precisos sobre o interior da casa do policial e apresentou evidências de que ele tentou retomar o contato por meio de uma solicitação de amizade no Instagram. Embora a vítima tenha, em um primeiro momento, tentado se retratar, um laudo psicológico posterior indicou que ela estava em estado de instabilidade emocional, o que teria motivado o recuo temporário.

Negativa do acusado e desfecho do caso

Patrick Ruffeil negou as acusações, alegando que parou em sua casa apenas para pegar absorventes para a detenta e que ela nunca entrou no imóvel. No entanto, a precisão dos detalhes fornecidos pela vítima sobre o interior da residência contradisse sua versão. Além disso, a esposa do ex-policial, que também é policial, afirmou estar na residência no momento do ocorrido, mas uma perícia de geolocalização do celular comprovou que ela mentiu.

O promotor denunciou Patrick Ruffeil por "estupro de vulnerável cometido mediante impossibilidade de resistência". O processo segue na esfera judicial criminal, enquanto na esfera administrativa, a demissão do servidor foi concluída e assinada pelo governador Clécio Luís.

De Bubuia

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