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Sexta-feira, 01 de Maio 2026
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Operação Route 156: PF desmonta esquema de fraudes no DNIT/AP

Segundo a investigação, ao menos quatro pregões eletrônicos foram fraudados, totalizando mais de R$ 60 milhões em contratos com indícios de direcionamento e simulação de concorrência.

Operação Route 156: PF desmonta esquema de fraudes no DNIT/AP
Foto; Polícia Federal
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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (22), a Operação Route 156, que mira um suposto esquema criminoso dentro da Superintendência do DNIT no Amapá, responsável por contratos milionários de manutenção da BR-156. Segundo a investigação, ao menos quatro pregões eletrônicos foram fraudados, totalizando mais de R$ 60 milhões em contratos com indícios de direcionamento e simulação de concorrência.

O atual superintendente, Marcelo Linhares, foi afastado por dez dias por decisão da Justiça Federal, junto com uma servidora da autarquia, ambos suspeitos de atuar diretamente nas fraudes. Entre as evidências, a PF aponta a manipulação de certames por meio de cláusulas restritivas, apresentação de propostas fictícias e omissão intencional de irregularidades por parte de servidores

A ação teve apoio da Controladoria Geral da União (CGU/AP) e cumpriu dez mandados de busca e apreensão em quatro estados: Amapá (6), Minas Gerais (3), Mato Grosso do Sul (1) e Amazonas (1). Os alvos principais são servidores do DNIT/AP e empresários ligados aos contratos investigados.

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Além das buscas, a 4ª Vara Federal da Seção Judiciária do Amapá ordenou o bloqueio de R$ 8,06 milhões em bens e valores dos investigados. A quantia é equivalente a movimentações financeiras atípicas e saques em espécie que levantaram suspeitas durante a investigação.

De acordo com a PF, o grupo atuava manipulando editais com cláusulas restritivas, além de apresentar propostas fictícias para dar aparência de legalidade aos certames. Servidores públicos teriam omitido, de forma proposital, irregularidades e deixado de instaurar processos administrativos mesmo diante de flagrantes desvios de conduta.

Os investigados poderão responder por crimes como fraude à licitação, organização criminosa, prevaricação, violação de sigilo funcional, tráfico de influência e lavagem de dinheiro.

A Polícia Federal segue com as investigações para identificar outros envolvidos e aprofundar a análise dos contratos suspeitos.

De Bubuia

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