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Sábado, 02 de Maio 2026
Notícias/Política

STF mantém vice fora do poder e garante DaLua no comando de Macapá

Decisão de Flávio Dino aponta riscos às investigações e mantém afastamento do vice, garantindo continuidade da gestão interina

STF mantém vice fora do poder e garante DaLua no comando de Macapá
Vice-prefeito Mário Neto segue afastado por decisão do STF, sem prazo para retorno ao cargo
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O Supremo Tribunal Federal (STF) mudou o jogo político em Macapá. Em decisão neste sábado (2), o ministro Flávio Dino retirou o prazo para o afastamento do ex-prefeito Antônio Furlan - que renunciou ao cargo após denúncias de corrupção feitas pela Polícia Federal - e do vice-prefeito Mário Neto, mantendo ambos fora do poder por tempo indeterminado e garantindo a permanência de Pedro DaLua na chefia do Executivo.

LEIA A DECISÃO

Sem prazo: o que muda na prática

A decisão rompe com o modelo tradicional de afastamentos com data definida.

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Agora, o retorno dos investigados não depende mais de calendário, mas de uma condição objetiva: o fim dos riscos às investigações

No despacho, o ministro deixa claro que a medida cautelar seguirá válida “sem prazo certo”, até que desapareçam os fatores que justificaram o afastamento.

Na prática, isso cria um bloqueio aberto ao retorno político.

Os fatos que pesaram na decisão

O STF não se baseou apenas em suspeitas iniciais. A decisão cita episódios considerados graves durante o curso das investigações:

  • Pagamentos acelerados no dia do afastamento
  • Movimentações sem autorização da gestão interina
  • Indícios de desorganização administrativa proposital
  • Possível ocultação de provas
  • Relatos de subtração de equipamentos
  • Dificuldade de acesso a sistemas institucionais

O conjunto desses elementos levou o Supremo a concluir que o retorno ao poder poderia comprometer diretamente a apuração.

Por que Pedro DaLua continua no cargo

Com o afastamento mantido - especialmente do vice-prefeito, que poderia assumir - a linha sucessória permanece travada.

Resultado: Pedro DaLua segue como prefeito interino de Macapá

A decisão garante continuidade administrativa, mas também expõe a profundidade da crise institucional.

O recado do STF

Mais do que um ato pontual, a decisão sinaliza uma mudança de postura: prioridade total à preservação das investigações

Ao retirar o prazo, o STF estabelece que não há retorno automático ao poder enquanto houver risco concreto de interferência.

Traduzindo: o tempo político deixa de mandar no processo
quem manda agora é o risco

 O que pode acontecer agora

O cenário abre três caminhos possíveis:

  • manutenção do afastamento por longo período
  • avanço das investigações com novas medidas
  • eventual queda da liminar apenas se os riscos forem eliminados

Até lá, o comando da prefeitura permanece fora do grupo investigado.

De Bubuia

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