Na última quinta-feira (31), a 1ª Promotoria de Justiça da Infância e Juventude de Macapá realizou inspeções nos Conselhos Tutelares das zonas Norte e Sul da capital. O que encontrou foi um retrato que se repete há anos: abandono, falta de recursos e ausência de políticas efetivas por parte da Prefeitura de Macapá.
O promotor Eduardo Kelson Fernandes, responsável pela visita, verificou problemas graves em infraestrutura, logística de atendimento, falta de tecnologia para registro de ocorrências e até carência de pessoal.
Veículos oficiais, essenciais para diligências em situações de risco, estão sucateados, comprometendo o trabalho de quem tem a missão de proteger crianças e adolescentes. Os conselheiros tutelares, em escuta ativa, relataram ainda a dificuldade de articulação com serviços públicos essenciais, como saúde e segurança. Essa falha compromete diretamente a aplicação de medidas protetivas e deixa em risco a infância e a juventude de Macapá.
Para o Ministério Público, a situação expõe a falta de prioridade da gestão municipal: “Nosso objetivo é conhecer de perto a realidade enfrentada por esses profissionais e adotar providências que contribuam para o fortalecimento dos Conselhos Tutelares”, disse o promotor.
Mas enquanto relatórios técnicos e recomendações são elaborados, a vida real segue: conselhos funcionando em prédios degradados, conselheiros sem apoio e milhares de crianças sem a devida proteção. Essa não é a primeira vez que o abandono vem à tona.
Em novembro do ano passado, reportagens já mostravam o prédio em situação de escuridão e abandono, sem manutenção, enquanto o prefeito Antônio Furlan gastava recursos em festas e eventos públicos.
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