Pela segunda vez, o prefeito de Macapá, Antônio Furlan, se ausentou da cerimônia de entrega de moradias do programa "Minha Casa, Minha Vida", realizada nesta quinta-feira (13) com a presença do presidente Lula e de uma comitiva de ministros. A ausência se torna ainda mais notória pelo fato de o prefeito estar indo para o seu segundo mandato sem ter entregue uma única casa sequer.
Em dezembro de 2023, Furlan já havia faltado à entrega do Residencial Miracema, e agora repetiu o gesto, viajando para Brasília enquanto o presidente Lula cumpria agenda em Macapá. Em suas redes sociais, o prefeito justificou a viagem como uma busca por recursos e participação no Encontro Nacional de Prefeitos e Prefeitas.
No entanto, a viagem parece ter sido em vão, já que Brasília estava "vazia", sem a presença do presidente e de seus principais ministros. A ausência de Furlan foi duramente criticada, especialmente pelo fato de que a comitiva de Lula contava com ministros de pastas estratégicas para o desenvolvimento regional.
A presença desses ministros em Macapá representava uma oportunidade valiosa para o prefeito articular recursos e projetos para o município, algo que ele perdeu ao optar por viajar para Brasília.
Viagem sem sentido
Além disso, a viagem, em um momento em que a capital federal estava praticamente sem autoridades, foi considerada ineficaz e sem resultados práticos.
Presença de ministros
A comitiva do presidente Lula em Macapá era composta por ministros de diversas áreas, como Integração e Desenvolvimento Regional, Desenvolvimento Agrário, Cidades, Educação, Relações Institucionais, Portos e Aeroportos, Casa Civil, Minas e Energia, Comunicação Social e Gestão e Inovação. A presença de tantos ministros demonstrava a importância dada pelo governo federal à agenda em Macapá e a disposição de dialogar com as autoridades locais para atender às demandas da região.
Furlan no segundo mandato sem entregar moradias
A reiterada ausência do prefeito em eventos de entrega de moradias, somada ao fato de ele estar indo para o segundo mandato sem ter entregue nenhuma unidade habitacional, levanta sérias dúvidas sobre o seu compromisso com a questão da moradia em Macapá. A falta de ações concretas nessa área tem sido alvo de críticas da população e de entidades da sociedade civil.
