O Sindicato dos Servidores em Educação do Amapá (Sinsepeap) manifestou, nesta quarta-feira (19) repúdio à decisão do prefeito de Macapá, Antônio Furlan (MDB), de cancelar a licença do vereador e professor Claudiomar Rosa (PT).
A medida, que obriga o vereador a retornar ao trabalho em uma escola municipal a partir do dia 14 de fevereiro, foi classificada pelo sindicato como um "grave atentado contra a democracia e o livre exercício do mandato parlamentar".

Denúncias e investigação
Claudiomar Rosa tem liderado a oposição na Câmara Municipal de Macapá e denunciado diversas situações na prefeitura. Entre elas, o abandono da UBS Fluvial e os gastos suspeitos com verba pública da comunicação.
Na última terça-feira (18), a Câmara Municipal aprovou, por unanimidade, um requerimento de autoria de Claudiomar Rosa convocando o secretário de Comunicação, Juarez Menescal, para explicar o direcionamento de R$ 43 mil para anunciar em um site e uma rede social supostamente ligados à sua ex-companheira. Detalhe: até o final do ano passado a empresa pertencia ao próprio secretário.
Retaliação política
Para o Sinsepeap, a revogação da licença de Claudiomar Rosa é uma retaliação política do prefeito Antônio Furlan, que estaria tentando silenciar um parlamentar atuante nas fiscalizações da gestão municipal.

"O cerceamento da atuação de um vereador eleito pelo povo representa um grave atentado contra a democracia e o livre exercício do mandato parlamentar", diz trecho da nota divulgada pelo sindicato.
Reação do Sinsepeap
O Sinsepeap exige que Furlan reveja sua decisão e respeite os princípios que regem a administração pública e o Estado Democrático de Direito.
"Seguiremos vigilantes e mobilizados contra qualquer tentativa de intimidação ou perseguição política", finaliza o documento assinado pela presidente do sindicato, Katia Cilene de Mendonça Almeida.
Próximos passos
A situação deve gerar novos desdobramentos nos próximos dias. O vereador Claudiomar Rosa já afirmou que cumprirá a determinação da prefeitura e voltará à sala de aula com "muita dignidade", mas que não se calará diante das irregularidades encontradas na gestão municipal.
A Câmara Municipal deve continuar a investigação sobre os gastos da Secretaria de Comunicação e o secretário Juarez Menescal deve ser ouvido na terça-feira (25). Tanto ele quando o prefeito permanecem em silêncio.
