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Sábado, 02 de Maio 2026
Notícias/Justiça

MP manda travar concurso de Mazagão e aumenta pressão na Operação Gabarito

Recomendação do Ministério Público proíbe abertura de malotes e trava correção; descumprimento pode levar à suspensão total do concurso público.

MP manda travar concurso de Mazagão e aumenta pressão na Operação Gabarito
Decisão é um desdobramento direto da operação deflagrada no dia 26 de abril
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O Ministério Público do Amapá (MP-AP) elevou o tom na investigação sobre o concurso da Prefeitura de Mazagão e deu um novo passo que pode travar completamente o certame.

Na quinta-feira (30), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) expediu uma recomendação direta à banca organizadora, o Instituto INAZ do Pará, determinando que os malotes com provas e gabaritos não sejam abertos.

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Por que o MP quer impedir a abertura dos malotes

A medida vai além de cautela. Segundo o MP, permitir a continuidade da correção das provas neste momento pode:

  • Consumir provas da fraude
  • Dificultar a identificação de adulterações
  • Comprometer a rastreabilidade do material
  • Gerar prejuízos irreversíveis aos candidatos

Por isso, o órgão determinou que todo o material permaneça lacrado, sob custódia rigorosa e em local seguro, preservando a cadeia de custódia.

O que a banca terá que entregar em 72 horas

Além de travar o processo, o MP impôs uma exigência pesada: A INAZ deve apresentar, em até 72 horas, um relatório completo com:

  • Lista nominal de todos os colaboradores
  • Registros de acesso aos locais onde estavam os malotes
  • Controle de quem teve contato com o material após a prova

Na prática, o MP quer reconstruir o caminho das provas — e identificar onde pode ter ocorrido o vazamento.

Se não cumprir, concurso pode ser suspenso

O recado do Ministério Público é direto:

Se a recomendação for ignorada, o órgão pode:

  • Acionar a Justiça com Ação Civil Pública
  • Apontar possível improbidade administrativa
  • Pedir a suspensão total do concurso

Ou seja, o caso já saiu do campo administrativo e entrou na rota de judicialização pesada.

Como isso se conecta com a Operação Gabarito

A decisão é um desdobramento direto da operação deflagrada no dia 26 de abril, quando o Gaeco cumpriu mandados de busca e apreensão em Mazagão.

As investigações apontam um possível esquema de:

  • Venda antecipada de gabaritos
  • Valores entre R$ 10 mil e R$ 30 mil
  • Participação de pessoas ligadas à gestão municipal

O que muda agora no cenário

Com essa recomendação, o jogo vira:

  • O concurso fica sob risco real de suspensão
  • A pressão aumenta sobre banca e Prefeitura
  • A investigação ganha tempo para rastrear possíveis fraudes

E o principal: qualquer movimentação agora pode deixar rastros ou destruir provas.

De Bubuia

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