Um dos principais termômetros eleitorais segue sendo o contato direto com a população. E foi exatamente esse teste que o ex-prefeito de Macapá, Antônio Furlan, tentou enfrentar neste sábado (28), durante a 10ª Corrida e Caminhada da Mulher, em Laranjal do Jari.
O resultado, no entanto, destoou do cenário apontado por pesquisas recentes.
Reação nas ruas não acompanha números de pesquisas
Com cerca de 10 mil participantes, o evento é considerado o maior do gênero na Região Norte. Em meio à multidão, Furlan se posicionou em um ponto estratégico, aguardando a aproximação de apoiadores.
Diferente do que ocorreu em edições anteriores, a movimentação foi mais tímida. O fluxo de cumprimentos, fotos e interações não se repetiu com a mesma intensidade registrada no ano passado.
Cobranças sobre denúncias ganham espaço público
Enquanto a recepção esfriava, outro movimento crescia: a cobrança.
Vídeos que circulam nas redes mostram abordagens diretas ao ex-prefeito, com questionamentos sobre as denúncias envolvendo o Hospital Municipal de Macapá, alvo de investigação da Polícia Federal.
Furlan renunciou ao cargo no último dia 5, em meio às acusações.
Evento reúne multidão e reforça protagonismo feminino
Idealizada pela deputada estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Amapá, Alliny Serrão, a corrida chegou à 10ª edição com o tema “A Mulher Amapaense no Centro do Debate”.
A mobilização reuniu milhares de participantes e consolidou o evento como um dos maiores do calendário esportivo e social do estado.
Teste político vai além das pesquisas
A diferença entre números e percepção nas ruas reacende um ponto clássico da política: popularidade medida por pesquisa nem sempre se sustenta no contato direto com o eleitor.
No Jari, o termômetro indicou um ambiente mais cauteloso e, em alguns momentos, crítico. Para quem mira as eleições, o recado das ruas costuma ser o mais difícil de ignorar.
