A privatização da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), defendida ardorosamente pelo então deputado estadual Antônio Furlan, hoje prefeito de Macapá, parece ter retornado como um bumerangue. Enquanto celebrava a venda da estatal em 2017, argumentando que seria a solução para os problemas financeiros do estado, a realidade se mostrou bem diferente.
Nesta segunda-feira (25), o Conselho Tutelar da Zona Sul de Macapá teve seu fornecimento de energia elétrica cortado devido a atrasos nos pagamentos da Prefeitura, administrada por Furlan. A suspensão durou pouco tempo em virtude da repercussão negativa o débito foi pago e a energia restabelecida.
A ironia da situação é evidente: o mesmo político que defendeu a privatização da energia, agora não consegue garantir o fornecimento básico para um órgão essencial para a proteção de crianças e adolescentes. Aliás, outros prédios públicos da prefeitura de Macapá não pagam suas faturas de energia em dia.
Em 2017, Furlan era um dos principais defensores da privatização da CEA, alegando que a medida traria benefícios como a tarifa social para milhares de famílias. No entanto, a realidade mostrou que a privatização resultou em um aumento significativo nas tarifas de energia elétrica para os amapaenses.

A decisão de cortar a energia do Conselho Tutelar expõe a fragilidade do sistema de proteção à infância em Macapá e a falta de prioridade do atual governo municipal.
A situação evidencia a incoerência entre o discurso e a prática de Furlan. Ao defender a privatização da CEA, o prefeito prometia um futuro mais próspero para o Amapá, mas a realidade mostra que a população está arcando com as consequências de uma decisão equivocada, onde ele foi um dos protagonistas.