Na última quarta-feira (11), a Assembleia Legislativa do Amapá (Alap) foi palco de um importante evento em prol do combate à violência contra a mulher. A deputada estadual Edna Auzier, titular da Procuradoria Especial da Mulher da Alap, certificou mais de cem mulheres que participaram do projeto “Promotoras da Paz”.
A iniciativa, resultado de uma parceria entre a Universidade Federal do Amapá (Unifap), o Governo do Estado e o Ministério Betel, visa capacitar mulheres de comunidades periféricas para identificar e combater a violência de gênero. As participantes receberam treinamento sobre a Lei Maria da Penha, os aspectos psicológicos da violência e a rede de atendimento à mulher.
"Queremos torná-las multiplicadoras desse conhecimento para acolher e orientar outras mulheres em suas comunidades", afirmou Simone Palheta, idealizadora do projeto e presidente do Ministério Betel.
A deputada Edna Auzier destacou a importância da união de esforços na luta contra a violência. "É fundamental fortalecer essa rede com informações e capacitações. Não podemos aceitar a violência dentro de nossas famílias", enfatizou.
Mulheres empoderadas para transformar a realidade
As participantes do projeto, como Girlene Lima Barcelar, professora da Escola José Ribamar Pestana, em Santana, já estão colocando em prática o que aprenderam. "Como professora, tenho contato próximo com alunas que enfrentam violência doméstica. Essa formação nos permite ajudá-las a identificar a violência e buscar formas de reagir", ressaltou.
A iniciativa também recebeu o apoio da Secretaria de Políticas para Mulheres do Amapá, que vê no projeto uma importante ferramenta para fortalecer a rede de atendimento à mulher vítima de violência. "As mulheres são a força do mundo! Precisamos mudar a cultura desde a base para construirmos uma sociedade melhor", afirmou Larissa Rocha, gerente da Rede de Atendimento à Mulher.
Próximos passos
O projeto “Promotoras da Paz” continuará com novas etapas, abordando temas como saúde da mulher, empreendedorismo e direitos humanos. As participantes certificadas atuarão como multiplicadoras em suas comunidades, levando informação e apoio às mulheres que sofrem violência.
