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Sábado, 02 de Maio 2026
Notícias/Política

CNMP afasta promotor João Paulo Furlan, irmão do prefeito de Macapá

Promotor João Paulo Furlan é afastado por 60 dias e fica proibido de acessar as dependências do Ministério Público.

CNMP afasta promotor João Paulo Furlan, irmão do prefeito de Macapá
Promotor do MP-AP está afastado das funções por decisão do Conselho Nacional. Foto: MP
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O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) determinou o afastamento cautelar por 60 dias do promotor de Justiça do Amapá João Paulo de Oliveira Furlan, irmão do prefeito de Macapá, Antônio Furlan, e instaurou Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar possíveis infrações funcionais.

A decisão foi formalizada por portaria assinada pelo corregedor nacional do Ministério Público e publicada em janeiro de 2026, com tramitação sob sigilo.

Medidas impostas pelo CNMP

Além do afastamento das funções, o CNMP determinou:

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Leia Também:

  • proibição de acesso às dependências do Ministério Público do Amapá
  • proibição de acesso aos sistemas informatizados do MP-AP
  • autorização apenas para participação em atos do próprio procedimento

As medidas permanecem em vigor até nova deliberação do Conselho.

Prazo e tramitação do processo disciplinar

O Processo Administrativo Disciplinar (PAD) foi instaurado com base em indícios de materialidade e autoria, conforme registro do próprio CNMP.

📅 Prazos

  • 180 dias para conclusão
  • possibilidade de prorrogação mediante decisão do relator

Ao final, o CNMP poderá arquivar o caso ou aplicar sanções disciplinares.

Exoneração após operação que teve o prefeito como alvo

Em agosto de 2022, João Paulo de Oliveira Furlan foi exonerado do cargo de chefe de gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça do MP-AP, poucos dias após uma operação do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal.

De acordo com os documentos anexados ao procedimento, a operação teve como um dos principais alvos o prefeito de Macapá, Antônio Furlan, irmão do promotor.

A exoneração foi registrada como “a pedido”, mas vinculada a procedimento administrativo sob sigilo.

Denúncia do MPF envolvendo prefeito e promotor

O material citado pelo CNMP registra que, em dezembro de 2025, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia que inclui Antônio Furlan, prefeito de Macapá, e seu irmão, João Paulo de Oliveira Furlan.

Segundo o documento, a acusação trata de suposta atuação em organização criminosa eleitoral nas eleições municipais de 2020, envolvendo, entre outros pontos:

  • compra de votos
  • transporte irregular de eleitores

A denúncia descreve divisão de tarefas e financiamento das ações, conforme os autos.

Apuração em curso no CNMP

Mesmo sob sigilo, o CNMP registrou que a abertura do PAD ocorreu para garantir a regular apuração das condutas atribuídas ao promotor.

O afastamento cautelar poderá ser revisto ao longo do procedimento.

Em novembro de 2025, João Paulo de Oliveira Furlan foi eleito presidente da Associação do Ministério Público do Amapá (Ampap) para o biênio 2026–2028, com votação unânime entre os membros da entidade, conforme registro anexado ao processo.

De Bubuia

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