O empresário Jaime Nunes, que obteve 174.208 votos (42,82%) na eleição para o Governo do Amapá em 2022, passou a ser citado como possível candidato ao Senado e já provoca mudanças nas projeções para a disputa de 2026.
A sinalização foi feita nesta quarta-feira (21) e reposicionou o debate político, colocando o nome de Jaime no centro das análises sobre competitividade eleitoral e redistribuição de votos.
Desempenho eleitoral coloca Jaime no centro da disputa
O resultado expressivo de 2022 é apontado por analistas como indicativo de forte recall eleitoral e capilaridade em diferentes regiões do estado.
Com esse histórico, a avaliação é de que Jaime, que foi vice-governador do Amapá de 2019 a 2022, entra na disputa com competitividade imediata, sem necessidade de fase inicial de consolidação junto ao eleitorado.
Cenário das pesquisas antes da entrada de Jaime
Antes da possível candidatura de Jaime Nunes, o cenário eleitoral apontava três nomes como principais concorrentes às duas vagas ao Senado.
Levantamento do instituto Real Time Big Data, divulgado em dezembro, indicava
· Rayssa Furlan - 30%
· Randolfe Rodrigues - 22%
· Lucas Barreto - 13%
· Waldez Góes -7%
· Acácio Favacho - 7%
O levantamento não incluía o nome de Jaime Nunes.
Entrada tende a redistribuir votos
Especialistas avaliam que a eventual candidatura de Jaime tende a impactar diretamente Rayssa Furlan e Lucas Barreto, por disputar segmentos semelhantes do eleitorado.
No caso de Lucas Barreto, o efeito pode ser mais significativo, já que ele contou com apoio político de Jaime na eleição de 2022, o que abre espaço para migração de votos.
Novo desenho projetado para a disputa
Com a confirmação da candidatura, a leitura predominante é de que Randolfe Rodrigues passe a liderar as pesquisas, enquanto Jaime Nunes apareça na segunda colocação, somando votos da própria base e de eleitores redistribuídos de Rayssa e Lucas.
O cenário tende a tornar a disputa mais concentrada e competitiva.
Desenvolvimento e empregos como eixo do discurso
Em declarações recentes, Jaime Nunes afirmou que não vê a política como projeto pessoal. Segundo ele, uma eventual candidatura estaria condicionada à defesa do desenvolvimento econômico e da geração de empregos no Amapá.
O discurso tem sido apontado como um dos fatores que ampliam sua aceitação junto ao setor produtivo e parte do eleitorado.
