A revitalização do Trapiche Eliezer Levy, anunciada como um presente de Natal para a população de Macapá, traz consigo uma série de questionamentos. A obra, que terá sua inauguração no próximo dia 26 de dezembro, teve seu custo mais que dobrado e seu prazo de entrega atrasado em dois anos e meio.
De acordo com o Diário Oficial da União, o valor inicial do contrato, de R$ 4 milhões, foi reajustado para mais de R$ 8 milhões, um aumento de cerca de 100%. Essa não é a primeira vez que obras da gestão do prefeito Antônio Furlan sofrem alterações significativas em seus contratos, o que lhe rendeu o apelido de "Prefeito do Aditivo".

Justificativas e impactos
Segundo as orientações do Tribunal de Contas da União (TCU), é possível realizar ajustes em contratos públicos diante de situações que inviabilizem a execução da obra como inicialmente planejada. No entanto, a frequência com que esses ajustes ocorrem em obras da prefeitura de Macapá levanta questionamentos sobre a qualidade do planejamento inicial e a gestão dos recursos públicos.
O atraso na entrega da obra também gera impactos na população e no turismo local, que aguardavam a revitalização do espaço. O projeto, que visa incentivar o turismo e a economia criativa, inclui um novo restaurante, deck renovado, iluminação de LED e pier para atracação de pequenas embarcações.
