O prefeito de Macapá, Antônio Furlan, publicou um vídeo nas redes sociais prestando homenagem aos professores do município. Em um tom calmo e sereno, o gestor exaltou a importância da categoria para a educação. No entanto, a postagem gerou uma onda de críticas por parte dos próprios educadores, que questionaram a falta de compromisso da gestão com a valorização da profissão.
Diversos internautas utilizaram as redes sociais para expressar sua insatisfação com a gestão municipal. A professora @bentesheloisa, por exemplo, destacou a necessidade do cumprimento da lei e do pagamento do piso salarial nacional. "Só falta cumprir com a Lei, pagar efetivamente o Piso Salarial do Professor", escreveu.
A opinião de @bentesheloisa foi compartilhada por outros professores, como @cleide7619, que afirmou que a valorização da profissão é fundamental para qualquer gestor. "Valorização da profissão dos professores é fundamental para todo gestor", disse.
A professora @victoriathborb sugeriu que a melhor forma de parabenizar os educadores seria liberando o piso nacional. "Melhor forma de parabenizar nossos queridos professores da rede municipal é liberando o piso nacional", comentou.
Já a professora @delmacirilo fez um apelo para que a prefeitura investisse na melhoria das condições de trabalho dos professores. "Tenho uma sugestão: invista na melhoria das salas dos professores, nas escolas. Transforme este espaço em um lugar acolhedor, humanizado, com equipamentos, internet, banheiro...", escreveu.
Hipocrisia e descumprimento da lei
A postagem de Furlan foi considerada hipócrita pelos professores, que se sentem desvalorizados pela gestão municipal. A principal reivindicação da categoria é o pagamento do piso nacional do magistério, que está fixado em R$ 4.580,57 mil. Atualmente, a Prefeitura de Macapá paga apenas R$ 2.886,40.
Diante da falta de resposta da prefeitura, os professores já realizaram diversas manifestações para cobrar o cumprimento da lei. No entanto, Furlan, além de ignorar os educadores municipais, entrou na justiça para tentar tornar o movimento ilegal.
A insatisfação dos professores demonstra a distância entre o discurso da gestão municipal e a realidade vivida pelos profissionais da educação em Macapá. A falta de valorização e o descumprimento da lei geram um clima de insatisfação e prejudicam a qualidade do ensino oferecido à população.
