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Sábado, 02 de Maio 2026
Notícias/Política

Mídia alinhada a Furlan é contra reajuste dos servidores de Macapá

LOA de 2026 prevê R$ 2,45 bilhões e mais de R$ 110 milhões em reserva de contingência, afastando risco fiscal e expondo falta de decisão anterior. Para eles valorização do servidor virou problema.

Mídia alinhada a Furlan é contra reajuste dos servidores de Macapá
Reajuste foi concedido na segunda-feira após análise da equipe técnica do prefeito em exercício Pedro DaLua. Foto: Cleito Souza
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Desde a última segunda-feira (23), servidores públicos municipais de Macapá passaram a ser alvo de uma ofensiva narrativa que tenta transformar reajuste salarial em ameaça fiscal.

Veículos, blogs e programas de rádios alinhados à gestão do ex-prefeito Antônio Furlan passaram a sustentar, sem apresentação de dados técnicos, que a medida adotada pelo prefeito em exercício Pedro DaLua representaria “irresponsabilidade fiscal” e risco de colapso nas contas públicas.

Na prática, o que está em jogo é direto: uma tentativa de deslegitimar o reajuste e pressionar contra sua consolidação.

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A narrativa, no entanto, esbarra nos próprios números da Prefeitura.

A Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 prevê R$ 2.454.904.405,68 em despesas totais, com forte concentração em áreas que envolvem diretamente a folha de pagamento. 

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Mais do que isso, o orçamento traz um dado que enfraquece de forma objetiva o discurso de crise: R$ 110.936.594,40 em reserva de contingência, recurso sem destinação específica e que pode ser remanejado por decreto ao longo do ano.

Há margem financeira e ela está prevista

A reserva de contingência existe exatamente para dar flexibilidade à gestão pública.

Na prática, ela permite:

  • absorver impactos financeiros
  • ajustar despesas ao longo do exercício
  • direcionar recursos para demandas emergenciais ou estratégicas

Ou seja: há margem legal e orçamentária para acomodar medidas como reajustes salariais.

Críticas ignoram números e apostam no alarmismo

Mesmo com os dados disponíveis, a crítica segue baseada em afirmações sem comprovação:

  • não apresenta estudo de impacto na folha
  • não demonstra violação da Lei de Responsabilidade Fiscal
  • não aponta insuficiência de recursos

Ainda assim, termos como “colapso financeiro” passaram a circular como se fossem fatos consolidados.

Sem números, o argumento deixa de ser técnico e passa a ser político.

Educação já é prioridade no orçamento

O reajuste de 15% para professores ocorre dentro de uma área que já concentra uma das maiores fatias do orçamento:

  • Educação: R$ 590,5 milhões
  • Saúde: R$ 480,9 milhões
  • Administração: R$ 357,9 milhões

Isso reforça que a medida não cria uma despesa fora do planejamento, mas atua dentro de setores já estruturados financeiramente.

O que os dados mostram e o discurso tenta esconder

Com um orçamento superior a R$ 2,45 bilhões e mais de R$ 110 milhões livres para remanejamento, não há, até o momento, demonstração técnica de colapso financeiro.

O que há é outra coisa: uma disputa de narrativa, onde a valorização do servidor passou a ser tratada como problema.

A pergunta que permanece

Se há previsão orçamentária, margem de ajuste e instrumentos legais disponíveis: por que o reajuste virou alvo e não resultado de gestão?

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