A construção da Policlínica Municipal do Residencial Jardim Açucena, na zona sul de Macapá, segue praticamente parada sete meses após a assinatura da ordem de serviço. O projeto foi anunciado em 17 de julho de 2025 pelo prefeito Antônio Furlan, mas até agora não apresenta avanços visíveis no local.
O atraso voltou a ser alvo de críticas de moradores, que relatam frustração com a paralisação da obra e afirmam que, à época do anúncio, a principal reivindicação da comunidade era a construção de uma escola de ensino fundamental, demanda ainda não atendida no residencial.
Anúncio ocorreu após protestos no residencial
Dois dias antes da assinatura da ordem de serviço, em 15 de julho, uma visita noturna do prefeito ao Jardim Açucena terminou em protestos e tumulto. Moradores cobravam melhorias na saúde e reclamavam da precariedade da UBS Lélio Silva, localizada a menos de um quilômetro do conjunto habitacional.
Na ocasião, a promessa da policlínica foi apresentada como resposta às reclamações. Segundo moradores, a decisão não dialogou com a principal necessidade do bairro, que enfrenta carência de vagas no ensino fundamental para crianças do próprio residencial e do entorno.
Obra teve início breve e foi interrompida
Moradores relatam que a obra chegou a ter movimentação por um curto período, mas foi interrompida sem explicações públicas. Desde então, o terreno permanece sem equipes fixas, máquinas ou informações oficiais sobre cronograma de execução.
Em grupos de WhatsApp do residencial, imagens recentes mostram o local praticamente inalterado, cenário que intensificou as críticas à gestão municipal.
Moradora critica atraso e mudança de prioridade
Uma moradora do Jardim Açucena afirma que a comunidade foi surpreendida com a mudança do projeto original da área e que a paralisação da obra agravou o sentimento de abandono.
“Essa obra funcionou no máximo um mês, um mês e meio, depois parou. Essa área era para ser uma escola de ensino fundamental, que o residencial precisa até hoje. Mudaram o projeto, anunciaram hospital e agora nem uma coisa nem outra saiu”, relatou.
Segundo ela, além da obra parada, o bairro enfrenta problemas recorrentes com serviços básicos.
“Aqui, se a gente não reclamar, o lixo fica dias sem ser recolhido. A limpeza só aparece quando tem inauguração ou quando a comunidade pressiona”, afirmou.
Sete meses depois, moradores cobram respostas
Em janeiro de 2026, a falta de avanços na construção da policlínica reacendeu a indignação dos moradores, que cobram transparência sobre o andamento do projeto e defendem que a prioridade do bairro deveria ser uma escola de ensino fundamental.
Até o momento, não há informações públicas sobre valores executados, novo cronograma ou previsão de retomada da obra.
