Enquanto parte da mídia alinhada ao ex-prefeito Antônio Furlan tenta desqualificar o reajuste salarial, profissionais da educação e demais servidores municipais ocupam a Câmara de Macapá na manhã desta quinta-feira (26) em busca da aprovação do aumento de 15% para a educação e 12% para as demais categorias.
Professores, técnicos e demais servidores acompanham a sessão de perto, transformando o plenário em um espaço de pressão direta.
O cenário escancara o contraste: de um lado, mobilização por valorização; do outro, narrativa de crise sem comprovação técnica.
Linha do tempo mostra construção do reajuste
O movimento que chega hoje à votação começou na última segunda-feira (23), quando o prefeito em exercício Pedro DaLua anunciou o reajuste durante manifestação da categoria.
No mesmo dia:
- foi protocolado o Projeto de Lei nº 007/2026-PMM
- a proposta garantiu 15% para a educação
- e 12% linear para demais categorias
O projeto foi construído com participação sindical e resultou no fim imediato da paralisação.
“A base aceitou com felicidade… foi melhor do que esperavam”, afirmou a professora Cleiziane Miranda, representante da categoria.
DaLua também destacou o esforço da gestão. “É a primeira vez que um prefeito desce para apresentar a proposta na frente dos professores.”
Documento oficial desmonta tese de colapso
A narrativa de “irresponsabilidade fiscal” não se sustenta diante dos dados oficiais.
A Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 prevê:
R$ 2.454.904.405,68 em despesas totais
E mais:
Há margem financeira e ela está prevista
A reserva de contingência funciona como instrumento legal de ajuste.
Na prática, permite:
- absorver impactos financeiros
- reorganizar despesas
- direcionar recursos conforme necessidade
Isso indica que não há evidência técnica de colapso fiscal, como vem sendo sugerido.
Críticas ignoram dados e entram no campo político
Mesmo com orçamento bilionário e reserva disponível, críticas seguem sem apresentar:
- estudo de impacto financeiro
- projeção de déficit
- risco concreto à Lei de Responsabilidade Fiscal
Ainda assim, o discurso de crise se intensifica.
Sem números, a crítica deixa de ser técnica e passa a ser disputa de narrativa.
Educação já concentra uma das maiores fatias
O reajuste ocorre dentro de uma área que já é prioridade no orçamento:
- Educação: R$ 590,5 milhões
- Saúde: R$ 480,9 milhões
- Administração: R$ 357,9 milhões
O dado reforça que o aumento não rompe o planejamento, atua dentro dele.
O que está em jogo hoje
A votação desta quinta-feira (26) vai além de um índice percentual.
Ela define:
- a valorização imediata de servidores
- o reconhecimento de perdas acumuladas
- e o desfecho de uma mobilização histórica
