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Sábado, 02 de Maio 2026
Notícias/Política

Servidores ocupam Câmara de Macapá e pressionam por votação favorável ao reajuste

Votação desta quinta define aumento de 15% e 12% e pode encerrar perdas salariais; servidores querem ver qual vereador votará contra a categoria.

Servidores ocupam Câmara de Macapá e pressionam por votação favorável ao reajuste
Servidores afirmam que reajuste não é aumento, mas investimento na educação
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Enquanto parte da mídia alinhada ao ex-prefeito Antônio Furlan tenta desqualificar o reajuste salarial, profissionais da educação e demais servidores municipais ocupam a Câmara de Macapá na manhã desta quinta-feira (26) em busca da aprovação do aumento de 15% para a educação e 12% para as demais categorias.

Professores, técnicos e demais servidores acompanham a sessão de perto, transformando o plenário em um espaço de pressão direta.

O cenário escancara o contraste: de um lado, mobilização por valorização; do outro, narrativa de crise sem comprovação técnica.

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Linha do tempo mostra construção do reajuste

O movimento que chega hoje à votação começou na última segunda-feira (23), quando o prefeito em exercício Pedro DaLua anunciou o reajuste durante manifestação da categoria.

No mesmo dia:

  • foi protocolado o Projeto de Lei nº 007/2026-PMM
  • a proposta garantiu 15% para a educação
  • e 12% linear para demais categorias

O projeto foi construído com participação sindical e resultou no fim imediato da paralisação.

“A base aceitou com felicidade… foi melhor do que esperavam”, afirmou a professora Cleiziane Miranda, representante da categoria.

DaLua também destacou o esforço da gestão. “É a primeira vez que um prefeito desce para apresentar a proposta na frente dos professores.”

Documento oficial desmonta tese de colapso

A narrativa de “irresponsabilidade fiscal” não se sustenta diante dos dados oficiais.

A Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 prevê:
R$ 2.454.904.405,68 em despesas totais 

E mais: R$ 110.936.594,40 em reserva de contingência, recurso livre para remanejamento por decreto.

Há margem financeira e ela está prevista

A reserva de contingência funciona como instrumento legal de ajuste.

Na prática, permite:

  • absorver impactos financeiros
  • reorganizar despesas
  • direcionar recursos conforme necessidade

Isso indica que não há evidência técnica de colapso fiscal, como vem sendo sugerido.

Críticas ignoram dados e entram no campo político

Mesmo com orçamento bilionário e reserva disponível, críticas seguem sem apresentar:

  • estudo de impacto financeiro
  • projeção de déficit
  • risco concreto à Lei de Responsabilidade Fiscal

Ainda assim, o discurso de crise se intensifica.

Sem números, a crítica deixa de ser técnica e passa a ser disputa de narrativa.

Educação já concentra uma das maiores fatias

O reajuste ocorre dentro de uma área que já é prioridade no orçamento:

  • Educação: R$ 590,5 milhões
  • Saúde: R$ 480,9 milhões
  • Administração: R$ 357,9 milhões

O dado reforça que o aumento não rompe o planejamento, atua dentro dele.

O que está em jogo hoje

A votação desta quinta-feira (26) vai além de um índice percentual.

Ela define:

  • a valorização imediata de servidores
  • o reconhecimento de perdas acumuladas
  • e o desfecho de uma mobilização histórica
De Bubuia

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