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Segunda-feira, 04 de Maio 2026
Notícias/Política

Assessora de Furlan induz guarda municipal a mentir em depoimento sobre agressão

Assessora contou ao guarda que viu prefeito sofrer mata-leão; na delegacia narrou outra história, contradizendo provas e levantando questionamentos sobre manipulação de depoimentos.

Assessora de Furlan induz guarda municipal a mentir em depoimento sobre agressão
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A crise política envolvendo o prefeito de Macapá, Antônio Furlan (MDB), ganhou um capítulo ainda mais grave com a revelação de contradições no depoimento de um guarda municipal. No processo, o servidor afirmou que o prefeito teria sofrido um “mata-leão” durante o tumulto na obra do Hospital da Zona Norte.

O que o documento expõe, porém, é que o guarda não presenciou a cena. Ele apenas reproduziu a versão contada pela assessora Anne Távora, integrante da equipe de Furlan. Foi Anne quem descreveu a suposta agressão, apontando um homem “moreno, baixo e forte” como autor do golpe.

Mais grave ainda: na delegacia, Anne mudou seu relato. Passou a dizer que o jornalista Heverson Castro teria se aproximado do prefeito com “tom hostil e provocativo” para tentar fazer uma entrevista.

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No entanto, o vídeo que circula nas redes sociais, mostra o oposto: Heverson aparece calmo, questionando sobre a paralisação de uma obra, sem qualquer indício de violência.

Anne também acusou o cinegrafista Iran Froes de ter chamado ela e outra servidora de “vagabunda”. Nenhuma das duas, contudo, aparece nas imagens no momento em que o próprio prefeito é flagrado aplicando um mata-leão no jornalista.

Juristas apontam que o caso ultrapassa o campo político. O depoimento de um agente com fé pública baseado em narrativa induzida por uma assessora do prefeito levanta suspeitas de falso testemunho e manipulação deliberada de provas.

Além da investigação sobre a conduta do prefeito, a comissão processante da Câmara de Macapá deverá avaliar também se houve indução a erro de servidor público para sustentar uma versão mentirosa e politicamente conveniente.

O episódio expõe uma estratégia de transformar o cerceamento da imprensa em ato de heroísmo e reforça o alerta: a verdade precisa prevalecer sobre narrativas fabricadas para encobrir abusos de poder.

De Bubuia

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