A Comissão Especial do Petróleo foi instalada nesta quarta-feira (26) na Câmara Municipal de Macapá, abrindo oficialmente os debates sobre os impactos e oportunidades que o setor de petróleo e gás deve trazer para o município nos próximos anos.
A primeira reunião contou com a participação de Antônio Batista Ribeiro Neto, diretor de Atração de Investimentos da Agência Amapá, que apresentou informações técnicas e estratégicas ao colegiado.
Integram a Comissão os vereadores Margleide Alfaia (PDT), presidente do grupo, Alexandre Azevedo (Podemos), Luany Favacho (MDB), Banha Lobato (União Progressista) e Dr. Patrick (PP).
A Comissão tem como objetivo acompanhar, debater e propor ações referentes aos efeitos econômicos, sociais e estruturais ligados ao avanço da indústria de petróleo e gás no Amapá.
Durante a apresentação, Antônio Batista reforçou a importância do Legislativo no processo. “O ambiente de negócios voltado ao petróleo e gás faz toda a diferença para termos uma indústria competitiva e socialmente inclusiva”, afirmou.
Na exposição inicial, foram tratados temas como:
- projeções econômicas para o setor no Amapá;
- potencial de geração de empregos;
- necessidade de mão de obra qualificada;
- impactos sociais e urbanos;
- articulação entre governo, empresas e Legislativo.
A vereadora Margleide Alfaia destacou que o foco principal deve ser o cidadão macapaense. “Nosso maior compromisso é garantir que a população seja realmente alcançada por esse desenvolvimento.”
Dr. Patrick (PP) ressaltou que o Legislativo precisa de informações sólidas para legislar com responsabilidade. “Não conseguimos legislar sem conhecimento. Essas informações são essenciais.”
Banha Lobato (União Progressista) reforçou a urgência na preparação profissional. “A mão de obra qualificada será uma pauta central. A população precisa estar pronta para ocupar os novos espaços.”
Luany Favacho (MDB) chamou atenção para a integração entre os entes públicos. “Todos os níveis de governo precisam atuar de forma conjunta para promover inclusão social.”
Encerrando as falas, Alexandre Azevedo (Podemos) destacou o caráter estratégico do colegiado. “A Comissão nasce da urgência de debater talvez a maior oportunidade para o Amapá e para o povo amapaense. Mesmo não sendo uma cidade produtora, Macapá não pode ficar à margem.”
A Comissão seguirá com agenda própria, incluindo:
- reuniões técnicas com órgãos estaduais e federais;
- oitivas com especialistas e gestores públicos;
- análise de impactos econômicos e sociais;
- construção de diretrizes legislativas para preparar Macapá para o setor.
O colegiado deve produzir recomendações voltadas à qualificação profissional, segurança jurídica, desenvolvimento econômico e ordenamento urbano relacionado às atividades do petróleo e gás.
