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Domingo, 03 de Maio 2026
Notícias/Policial

MacapáPrev: gestor investigado foi mantido por Furlan e caso se cruza com apagão de dados

Decisão do TCE foi contornada enquanto rombo milionário crescia; invasão ao órgão levanta suspeita de destruição de provas.

MacapáPrev: gestor investigado foi mantido por Furlan e caso se cruza com apagão de dados
Leivo seguiu no comando da MacapáPrev após manobra que o manteve na estrutura sob gestão Furlan
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A crise na Macapá Previdência (MacapáPrev) ganhou um novo capítulo que amplia as dúvidas sobre o que, de fato, aconteceu dentro do instituto nos últimos anos.

Documentos públicos indicam que, mesmo após uma determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AP) para afastamento de um gestor sob investigação, a decisão não foi cumprida como esperado. Em vez de uma exoneração direta, houve uma mudança de função, mas não de influência.

O então presidente da autarquia, Leivo Rodrigues dos Santos, alvo de investigação por suposto descumprimento de obrigações junto ao controle externo, permaneceu dentro da estrutura da MacapáPrev por meses, ocupando o cargo de vice-diretor presidente.

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Na prática, segundo registros e relatos, ele continuou orbitando o centro das decisões do órgão e, em alguns momentos, chegou a reassumir a presidência durante ausências da titular.

Pedido de afastamento ignorado

A recomendação para afastamento partiu do Ministério Público de Contas (MPC) ainda em outubro de 2024.

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No processo, o órgão apontou que o gestor deixou de responder a solicitações do controle externo em dezenas de procedimentos, dificultando a fiscalização e levantando suspeitas sobre a condução administrativa da previdência municipal.

A medida cautelar tinha um objetivo claro: garantir que a apuração pudesse avançar sem interferências.

Mas o que ocorreu, segundo os documentos, foi diferente.

O então prefeito Antônio Furlan optou por manter o aliado dentro da estrutura do órgão, alterando apenas a nomenclatura do cargo o que, na prática, não afastou sua atuação do núcleo estratégico da instituição.

Apagão de dados amplia tensão

Esse cenário ganhou contornos ainda mais delicados após a invasão à sede da MacapáPrev, registrada no último sábado (14).

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O furto de computadores e equipamentos essenciais provocou um apagão administrativo dentro do órgão, justamente em um momento em que auditorias e investigações avançam sobre as contas da previdência.

A perícia preliminar trouxe elementos que chamaram atenção:

  • não houve sinais de arrombamento externo
  • sistemas de comunicação foram interrompidos
  • equipamentos ligados ao setor financeiro foram levados

Entre os itens furtados estão notebooks utilizados por integrantes da área financeira e da estrutura administrativa da gestão anterior.

Nos bastidores da segurança pública, a principal linha de investigação já considera a possibilidade de destruição de provas.

Rastro do dinheiro

O caso ganha ainda mais peso quando se observa o cenário financeiro da MacapáPrev.

Dados já levantados por órgãos de controle mostram uma queda brusca nas reservas do instituto, que saíram de cerca de R$ 200 milhões para pouco mais de R$ 30 milhões em um intervalo de poucos anos.

A atual gestão aponta que os recursos disponíveis hoje seriam suficientes para manter os pagamentos por cerca de sete meses.

Esse movimento acendeu o alerta do Ministério da Previdência Social, que passou a questionar oficialmente o TCE sobre o destino dos recursos.

Conexão com crise política

A crise na MacapáPrev não ocorre isoladamente.

Ela está inserida em um cenário político mais amplo, marcado pelo afastamento do então prefeito Antônio Furlan e do vice-prefeito Mário Neto, no âmbito da Operação Paroxismo, conduzida pela Polícia Federal.

A investigação apura suspeitas de fraude em licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro envolvendo obras do Hospital Geral Municipal.

Além disso, a Câmara Municipal de Macapá já instaurou uma comissão processante para apurar responsabilidades dentro da gestão da previdência.

A pergunta que permanece

A permanência de um gestor sob investigação em cargo estratégico, a queda milionária nas reservas e, agora, o apagão provocado pelo furto de equipamentos sensíveis formam um conjunto de fatos que começa a se conectar.

Não se trata apenas de episódios isolados.

Mas de uma sequência que levanta uma dúvida central e ainda sem resposta: o que exatamente havia nesses sistemas que desapareceram e quem teria interesse nisso?

De Bubuia

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