O Instituto Opinião divulgou pesquisa de avaliação popular sobre os três senadores do Amapá. O levantamento, realizado entre os dias 12 e 14 de agosto de 2025, entrevistou 900 moradores com mais de 16 anos em todas as regiões do estado. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, com 95% de nível de confiança.
Os resultados revelam cenários distintos para Davi Alcolumbre Randolfe Rodrigues e Lucas Barreto, com impacto direto nas perspectivas eleitorais e no espaço político de cada um.
Davi Alcolumbre: influência mantida

Mesmo sem disputar em 2026, já que seu mandato no Senado só se encerra em 2030,, Davi Alcolumbre mantém 66% de avaliação positiva.
Esse índice reforça sua relevância como articulador político em Brasília e mostra que, embora fora da próxima corrida eleitoral, segue com capital político importante no Amapá.
Randolfe Rodrigues: pautas de impacto social

Segundo a pesquisa, 48,9% avaliam positivamente a atuação de Randolfe Rodrigues, sendo 22% ótimo e 26,9% bom. Apenas 12,8% classificaram como ruim ou péssimo.
Randolfe se beneficia de uma trajetória ligada a pautas sociais, à defesa da Amazônia, dos servidores do ex-território e de maior visibilidade em temas nacionais, o que sustenta seu favoritismo para 2026.
Lucas Barreto: caminho de isolamento

Na outra ponta, Lucas Barreto aparece com 39% de avaliação positiva, contra 15,3% de negativa. Embora os números não sejam os piores, refletem um desgaste acumulado.
Nos últimos anos, Lucas adotou posição contrária às pautas mais sensíveis à sociedade amapaense, alinhando-se a discursos radicais, confrontando posições do próprio partido e aproximando sua imagem de grupos que defendem ruptura institucional. Essa estratégia não lhe trouxe dividendos políticos. Pelo contrário: o deixou isolado tanto em Brasília quanto no Amapá, enfraquecendo seu projeto de reeleição.
